É um conceito da criminologia urbana formulado na década de 1980 por James Q. Wilson e George Kelling. A teoria parte da ideia de que pequenos sinais de desordem em um ambiente urbano, quando ignorados, transmitem a mensagem de abandono e ausência de controle, estimulando comportamentos que desrespeitam normas sociais. Uma janela quebrada que não é consertada, por exemplo, simboliza que aquele espaço não é cuidado, abrindo caminho para a deterioração progressiva da ordem social. As causas desse fenômeno estão relacionadas principalmente à negligência do poder público, à falta de manutenção dos espaços urbanos e à fragilização do vínculo entre a população e o ambiente em que vive. Pichações, lixo acumulado, iluminação precária e vandalismo são sinais visíveis que reduzem a sensação de pertencimento coletivo e enfraquecem o controle social informal. Quando essas pequenas infrações se tornam comuns, cria-se um ambiente propício à repetição e ao agravamento das condutas inadequadas. Os pro...
A recorrente defesa da implantação de um rodízio de veículos em Ribeirão Preto sempre citada por ribeirãopretanos que desconhecem o tema surge, quase sempre, como resposta imediata aos congestionamentos cada vez mais frequentes. A lógica parece simples: menos carros circulando, menos trânsito. No entanto, essa solução aparente ignora a complexidade da mobilidade urbana e tende a atacar apenas os sintomas, não as causas do problema. "Por favor, não seja burro!" Experiências em outras cidades mostram que o rodízio raramente reduz o número total de veículos a médio e longo prazo. Muitos motoristas passam a adquirir um segundo carro, geralmente mais antigo e poluente, apenas para contornar a restrição. Outros ajustam horários ou rotas, concentrando ainda mais o tráfego em determinados períodos. O resultado é a manutenção dos congestionamentos, acompanhada de novos problemas, como aumento da frota, maior desigualdade social (já que a medida penaliza quem não pode comprar outro veí...