E m Ribeirão Preto, a gestão municipal parece ter confundido governo com palco e política pública com algoritmo. A cidade é administrada cada vez mais a partir das redes sociais, onde a prioridade não é resolver problemas reais, mas agradar um eleitorado fiel, barulhento e sempre pronto a reagir com curtidas e aplausos virtuais. Fora dessa bolha digital, porém, está a maior parte da população (aquela que enfrenta diariamente trânsito caótico, transporte coletivo precário e um crescimento urbano sem planejamento). Enquanto vídeos bem editados e discursos otimistas dominam os perfis oficiais, projetos estruturantes seguem engavetados. Leis essenciais para a mobilidade urbana, o ordenamento do território e o planejamento de longo prazo simplesmente não rendem o mesmo engajamento que postagens calculadas para agradar seguidores. E, assim, são ignoradas. Obras ficam pelo caminho, estudos técnicos não avançam e a cidade paga a conta da omissão. A gestão parece governar para quem comenta, com...
Quando chega o Halloween, pensamos em monstros, fantasmas e bruxas. Mas há assombrações muito mais reais rondando os corredores da administração pública. São problemas que, ano após ano, voltam a aterrorizar os cofres, os serviços e a confiança da população. Vamos acender as lanternas e encarar de frente esses cinco monstros da má gestão. 1. O Fantasma da Burocracia Ele surge em cada papel carimbado, em cada assinatura que nunca chega. Alimenta-se de processos lentos e labirintos administrativos, fazendo o cidadão sentir-se preso em um castelo de portas que não se abrem. 2. O Zumbi do Nepotismo Nunca morre de vez. Mesmo quando se acha que foi banido, ele volta, arrastando seus passos pesados pelas nomeações e cargos de confiança. Vive de privilégios, sugando o mérito e a competência de quem realmente quer servir. 3. A Bruxa da Falta de Planejamento Com sua bola de cristal embaçada, lança feitiços de improviso e decisões apressadas. Em vez de projetos estruturados, espalha obras paradas...